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Informações Técnicas

PROCESSO DE PINTURA

O Processo de pintura com tinta em pó, pode ser considerado o mais simples e o que ocupa menor área quando comparado com os sistemas convencionais.
Consiste, como nos sistemas convencionais líquidos, em três etapas fundamentais:

- Pré-tratamento do substrato;
- Aplicação da tinta em pó;
- Cura da tinta em pó.

1. Pré-tratamento: Esta etapa do processo, tem a finalidade como nos sistemas convencionais, eliminar da superfície a ser pintada; sujeiras, ferrugens, óleos e graxas, a fim de permitir a aderência da tinta sobre a superfície.

O processo de pré-tratamento a ser utilizado, dependerá basicamente do tipo de contaminação existente na superfície e da especificação requerida para o produto final.

1.1. Jateamento: Este processo tem a finalidade de retirar resíduos aderidos da superfície, sendo muito eficiente para tirar ferrugem.

Poderá ser utilizado com areia ou granalha de aço, sendo muito importante o critério de escolha do tamanho e do tipo das partículas do material abrasivo, a fim de se evitar uma excessiva danificação da superfície.
Este processo apresenta excelentes resultados na limpeza, porém, eliminando contaminantes somente na superfície.

1.2. Desengraxe: O Desengraxe com vapores de solventes clorados (tricloroetileno ou percloroetileno) é muito eficiente para a eliminação de óleos e graxas, porém, a peça não, poderá apresentar ferrugem.

Além de ser muito eficiente, este processo poderá ser automatizado e incorporado ao sistema de pintura. Possui como característica principal, uma ótima penetração em todos os pontos das peças, produzindo uma limpeza bastante uniforme.

1.3. Fosfatização: Este processo consiste na deposição de uma camada de fosfato sobre a superfície a ser pintada. É o mais eficiente dos processos, pois elimina toda a contaminação da superfície com perfeita penetração em todos os pontos das peças.

O processo consiste em uma sequência de banhos, que ao final deixa a superfície limpa com uma fina camada de fosfato de zinco ou ferro.

2. Aplicação da tinta em pó: Conforme descrito anteriormente, existem três processo básicos para a aplicação de tintas em pó. Consideraremos aqui, apenas o processo mais moderno e normalmente utilizado pela indústria, que é o processo de aplicação por pulverização eletrostática.


APLICAÇÃO

2.1. Aplicação:
Depois de pré-tratados, os substratos são colocados em transportadores contínuos ou suportes estacionários e levados para a cabine de pintura. Dentro da cabine o substrato recebe a tinta pulverizada. A aplicação da tinta é feita com tensão variando de 20 – 90 KV, podendo a mesma ser virgem ou uma mistura com a tinta recuperada, devendo neste caso, ser previamente peneirada; (80 mesh para tintas texturizadas e metálicas e 100 mesh para tintas lisas).

2.2. Recuperação do pó: Na cabine de aplicação, a recuperação do excesso de pó não atraído pelo substrato, é feita através de um sistema de exaustão que aspira as partículas de pó, coletando-as em ciclones ou filtros. Um sistema de recuperação eficiente deve recuperar de 95 a 99% da tinta aspirada.

Atualmente, já existe no mercado sistemas de aplicação e recuperação de pó totalmente automatizados.

3. Polimerização (Cura): Após a aplicação do pó, as peças são colocadas em estufas com circulação de ar em temperaturas variando de 170 a 250°C, dependendo do tipo de substrato e/ou tipo de tinta.

O aquecimento tem por finalidade, inicialmente, promover a fusão do pó que possibilita o alastramento, para posterior polimerização.
As temperaturas e os tempos indicados nas especificações técnicas, devem ser considerados como temperaturas do metal nos tempos considerados.

Avaliação de peças pintadas com tintas em pó

Para avaliação das peças pintadas com tinta em pó devemos conhecer:
- A espessura da tinta em pó é diferente da tinta líquida;
- O alastramento da tinta em pó é diferente da tinta líquida;
- A avaliação da tinta em pó deve ser feita de acordo com as exigências de cada peça;
- A aplicação da tinta em pó em partes internas de peças sempre é mais complicada, principalmente se as áreas contêm o efeito “Gaiola de Faraday”.

Reprocesso de peças pintadas com tintas em pó

O reprocesso das peças pintadas com tintas em pó deve ser feito da seguinte maneira:
- Efetuar o lixamento de todas as peças, para o reprocesso com tinta em pó;
- Limpar todas as peças com auxílio de um pano limpo que não solte fiapos;
- Limpar todas as peças com ar comprimido sem óleo e sem umidade, para que não apresentem pequenas partículas de contaminação;
- Quando as peças apresentarem crateras devemos lixar até o metal;
- Para fazer o reprocesso devemos baixar a voltagem de aplicação, para diminuir o efeito “Gaiola de Faraday”.

Rendimento Teórico

Pode-se calcular o rendimento teórico da tinta em pó para se ter uma idéia de consumo, através da seguinte fórmula:

Rendimento = 1000 / P.E x Espessura

Obs.:
P.E.: Fornecido pelo fabricante da tinta;
Espessura: Deve ser expressa em microns.

A exigência do tipo de tinta e a espessura do revestimento são dadas em função das especificações do produto final.
 
 
 
     
 
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